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Fundos de Investimento em Ações: entenda as estratégias


O ano de 2019 está quase chegando ao fim e foi um período importante para o panorama de investimentos no país. A bolsa brasileira, pela primeira vez na história, alcançou mais de um milhão de investidores. O principal índice de ações do país, o IBOVESPA, ultrapassou a barreira dos 100 mil pontos. Além disso, a poupança registra uma saída nunca vista antes, fluxo que tem direção para outros investimentos, como por exemplo, a bolsa.

Sendo assim, o ânimo com a bolsa brasileira é nítido em qualquer noticiário do país. Somado a isso, o desejo de investir em ações passa pela cabeça de muitas pessoas ao nosso redor. É muito comum ouvirmos amigos, familiares ou colegas de trabalho dizendo que não sabem investir em ações. 

Quando ouvirmos falar de alguém que investe em ações, ficamos pensando se não estamos perdendo tempo, se quiser saber mais sobre o tema, temos este artigo sobre o ânimo com a bolsa. No entanto, não é todo mundo que possui a confiança, o tempo e os recursos necessários para investir diretamente na bolsa.

Investindo em ações através de Fundos

Porém, existe uma forma de investir em ações de maneira muito mais fácil: os fundos de investimento em ações, mais conhecidos como FIA. Os fundos de investimento possuem uma vasta variedade de opções para o investidor, e uma delas são os fundos focados em comprar e vender ações. 

De maneira bem simples, esses fundos, com equipes especializadas, captam recursos para investir em uma carteira selecionada de ações de empresas. Eles precisam ter, no mínimo, dois terços de seu patrimônio em ações de mercado, e cada fundo tem sua carteira e sua maneira de escolher as mesmas.

Em poucas palavras, os FIA captam dinheiro e investem em ações para você, buscando um retorno de acordo com o que é definido em seu regulamento. Ao investir neles, o investidor compra uma cota, e esse custo é muito menor do que comprar lotes de ações diretamente na bolsa. Sem falar que a carteira dos fundos possuem diversas ações de diversos segmentos da bolsa, trazendo diversidade para o investidor. 

Além disso, os FIA possuem pessoas especializadas que ficam analisando o mercado e as empresas o tempo todo. Portanto, seu objetivo é seguir ou ganhar de seu benchmark de referência, que na maioria das vezes é o IBOVESPA.

Por contar com uma equipe especializada e ser responsável por compras e vendas dos papéis, os fundos de investimento em ações cobram uma taxa para poder trabalhar. Essas taxas, na maioria das vezes, são as taxas de administração e as de performance. A primeira geralmente é em torno de 2% a 3% ao ano em relação ao patrimônio líquido do fundo. A segunda, geralmente uma taxa de 20% sobre os rendimentos, acontece caso o fundo renda somente acima de seu benchmark. 

Vale ressaltar que esses fundos trazem uma volatilidade e risco maior do que outros fundos e produtos de investimento, devido ao fato de estarem sujeitos a variação dos preços dos ativos, o que pode não ser do apetite financeiro de algumas pessoas.

Estratégias dos FIA

Para atingir seus objetivos, os fundos utilizam diversas estratégias para montar suas carteiras de ações e garantir sua rentabilidade. Você pode identificar as estratégias dos fundos nos sufixos de seus nomes ou em seu regulamento, documento mais importante de um fundo que diz tudo a seu respeito. As estratégias mais comuns são apresentadas abaixo:

  • Long Only: estratégia estabelecida por analisar empresas que possuem potencial de crescimento e geração de valor e consequentemente aumentar o valor das suas ações durante o tempo. Esses fundos, então, fazem uma avaliação das empresas, compram suas ações, acompanham seu desenvolvimento, mantendo sua posição como acionista. A norma diz que eles precisam ficar no mínimo 67% comprados e não podem operar na ponta vendedora. 
  • Long Short: estratégia realizada ao comprar um par de ações que podem apresentar uma correlação negativa. Assim, o fundo espera na valorização de uma e na desvalorização da outra. Ele atua nas duas pontas, compradora e vendedora. 
  • Long Biased: estratégia em que o fundo aposta na valorização das ações, porém pode atuar nas tendências de altas e baixas das mesmas. Eles podem, por exemplo, utilizar os aluguéis de ações para alavancar sua atuação.
  • Internacional: fundos que podem utilizar as estratégias acima, mas possui participação grande em ativos internacionais. 
  • Indexados: assim como acima, são fundos que investem nos principais índices do país para tentar replicar seu rendimento.
  • Outros: podem existir outros tipos de estratégia mais setoriais, mais focados em questões como empresas sustentáveis, empresas com grandes distribuições de dividendos, empresas menores, com bons níveis de governança corporativa (saiba mais neste artigo) e outros.

Como visto acima, podem existir diferentes estratégias para os fundos de investimento em ações. Você consegue entender mais sobre como avaliar um fundo neste artigo. Então, não existe um melhor que o outro.

O importante é sempre ler os documentos do fundo, como o regulamento e o material de divulgação, a fim de entender mais os riscos e a volatilidade, assim como sua equipe e os rendimentos que vem apresentando. Além disso, é de extrema importância que você tenha um assessor de investimentos ao lado para aconselhar e explicar os produtos de acordo com seu perfil de investidor.

Portanto, os fundos de investimentos em ações são uma ótima opção para quem quer começar a investir na bolsa de valores. São uma forma mais profissional e focada de investir, mais barata e diversificada para quem ainda não tem muito tempo e conhecimento. 

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