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Ações: códigos de negociação e suas categorias


Ao iniciar o investimentos em ações, nos damos de cara com uma nomenclatura específica para a bolsa de valores. Cada empresa negociada na bolsa tem um ou mais código (ticker) de negociação, a depender da estrutura de capital da companhia.

Tipos de ações

Antes de entrar na nomenclatura propriamente dita, devemos saber quais são os tipos de ações. 

Existem dois tipos de ações: as ordinárias e as preferenciais. No caso da primeira, o investidor que as detenha tem o direito a voto em assembleias, fazendo parte propriamente dito do bloco de sócios que podem controlar a empresa. As ações ordinárias também são conhecidas por ON. 

O investidor que tenha ações preferenciais, têm a prioridade na participação nos resultados da empresa. Isso faz com que no pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio, o investidor tenha o direito de receber primeiro esse proventos. As ações preferenciais também são conhecidas por PN.

Além disso, dentro da classe de ações preferenciais, pode existir subdivisões chamadas de Preferenciais A, B, C e D, conhecidas pelas siglas PNA, PNB, PNC e PND. 

Códigos de negociação

Cada empresa tem um ou mais código de negociação. Cada código é formado por quatro letras maiúsculas, que a empresa pode escolher no momento da emissão, seguidos de um número, que indica qual a classe da ação: se ordinária ou preferencial.

As ações ordinárias terminam com o número 3. Assim sendo, as ações ordinárias da Natura, são negociadas sob o código NATU3. 

As ações preferenciais comuns são negociadas com o sufixo 4. Desta forma, as ações preferenciais da Petrobras são negociadas sob o código PETR4. 

Caso a empresa tenha subdivisões em suas ações preferenciais, elas serão negociadas acompanhadas dos sufixos 5, 6, 7 e 8, representando as preferenciais A, B, C e D respectivamente. 

Portanto, as ações preferenciais A da Usiminas são negociadas com o código USIM5, ao passo que as ações preferenciais B do Banrisul são negociadas com o código BRSR6. 

Um outro caso que temos, são as ações da classe Unit. As units são pacotes, onde poderão ser inseridas uma determinada quantidade de ações preferenciais e ordinárias. Essas units são negociadas com o sufixo 11. 

Indo para um exemplo, as units do Banco Inter são negociadas sob o código BIDI11. Dentro deste pacote, existem duas ações preferenciais e uma ação ordinária. Ou seja, dentro de uma BIDI11, existem duas BIDI4 e uma BIDI3. 

Outros códigos de negociação

É importante dizer que para o sufixo 11, também emprega o código de negociação dos ETFs. Desta forma o BOVA11 representa o ETF que segue o Índice Bovespa, assim como o SMLL11 segue o Índice Small Caps. 

Para os recibos de ações estrangeiras negociados na bolsa brasileira, o código de quatro letras é seguido pelos números 33 e 34. Temos, por exemplo, as ações da Biotoscana sendo negociadas pelo código GBIO33. 

Quando uma empresa está fazendo uma oferta subsequente de ações, ela dá aos atuais acionistas o direito de subscrever novas ações. Esses direitos de subscrição são negociadas com os sufixos 1 e 2, representando o direito sob ações ordinárias e preferenciais respectivamente. 

Um direito de subscrição das ações ordinárias da Arezzo são negociados sob o código ARZZ1, enquanto um direito para as ações preferenciais do Itaú Unibanco são negociadas sob o código ITUB2. 

Conclusão

Com o incentivo da B3 para que as empresas se listem no segmento Novo Mercado, hoje em dia é difícil vermos novas emissões que não sejam de ações ordinárias. 

Assim sendo, a maioria das ações são negociadas com o final 3 e a tendência é que no futuro todas as ações passem para a classe de ações ordinárias. 

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